Da concepção do projeto à especificação em campo — o que a norma exige, o que a engenharia recomenda e o que a maioria dos profissionais ainda ignora.
Quedas de altura respondem por uma parcela desproporcionalmente alta dos acidentes fatais na indústria brasileira. Na maioria dos casos investigados, a falha não foi de equipamento — foi de projeto, especificação ou julgamento. Este artigo existe para que você nunca precise aprender isso da forma difícil.
Neste artigo
- O problema real: por que tantos sistemas falham
- O que é linha de ancoragem — definição técnica e classificação
- Quando a linha de ancoragem é obrigatória (NR-35)
- Escadas verticais fixas: o ponto crítico que a maioria ignora
- Engenharia do sistema: projeto, cálculo e zona livre de queda
- Seleção de materiais para ambientes industriais
- Os 7 erros mais comuns na especificação e uso
- Checklist técnico: antes da instalação e antes do uso
- Conclusão estratégica
1. O Problema Real: Por Que Tantos Sistemas de Ancoragem Falham
Em mais de uma década atuando na especificação e distribuição de sistemas de proteção contra quedas para a indústria brasileira, identificamos um padrão recorrente nos acidentes: o equipamento estava presente, mas o sistema estava errado.
Há uma diferença fundamental entre ter um EPI e operar dentro de um sistema de proteção contra quedas adequadamente projetado. A NR-35 não é uma lista de compras — é um conjunto de requisitos de engenharia. Ignorar essa distinção tem custo humano, penal e civil.
Dado de mercado
A maioria dos acidentes fatais em trabalho em altura investigados pelo MTE ocorre em situações onde havia EPIs disponíveis. A falha está na ausência ou inadequação do ponto de ancoragem, do sistema como um todo ou do procedimento operacional. Equipamento sem projeto não é proteção — é conformidade aparente.
Os erros de concepção mais frequentes
- Pontos de ancoragem improvisados em estruturas sem dimensionamento (tubulações, guarda-corpos);
- Uso de talabarte Y sem absorvedor de energia em alturas onde a zona livre de queda é insuficiente;
- Linhas de vida instaladas sem projeto de engenheiro legalmente habilitado;
- Gaiolas em escadas verticais sendo tratadas como sistema de proteção contra queda (não são — veremos por quê);
- Incompatibilidade de componentes de fabricantes distintos sem avaliação técnica.
2. O Que É Linha de Ancoragem — Definição Técnica e Classificação
Uma linha de ancoragem — também denominada linha de vida — é um componente estrutural de um Sistema de Proteção Contra Quedas (SPQ) que conecta o trabalhador a um ponto de ancoragem fixo ou a uma âncora instalada na estrutura. Ela atua como elemento de restrição de movimento, de posicionamento ou de detenção de queda, dependendo do modo de uso e do sistema em que está integrada.
2.1 Classificação por Orientação
| Tipo | Descrição | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Vertical | Instalada paralelamente ao eixo vertical — escadas, poços, costados de tanques. O trava-quedas deslizante acompanha o movimento do trabalhador. | A âncora superior deve suportar ≥ 15 kN. Exige trilho ou cabo certificado. |
| Horizontal | Instalada paralelamente ao plano de trabalho. Permite deslocamento lateral sem desconexão. | A força nas âncoras terminais pode chegar a 5× a força de impacto — projeto estrutural é obrigatório. |
2.2 Classificação por Permanência
| Tipo | Definição | Exigências | Aplicação típica |
|---|---|---|---|
| Permanente | Parte integrante da estrutura da edificação ou equipamento | ART/RRT; inspeção anual; laudo de recertificação | Coberturas industriais, escadas fixas |
| Temporária | Instalada para uma tarefa específica e removida ao término | APR; procedimento documentado | Andaimes, telhados para manutenção eventual |
| Portátil / Móvel | Sistema autoportante, não fixado à estrutura | Verificação de piso e superfície de apoio | Trilhos em pontes rolantes, sistemas retráteis |
2.3 Classificação por Função no SPQ
A NR-35 e a norma ISO 22846 definem três funções distintas para um sistema de proteção:
- Restrição de movimento: impede o trabalhador de chegar à borda do risco. Nenhuma queda ocorre. Não exige zona livre de queda.
- Posicionamento no trabalho: mantém o trabalhador em posição durante a execução da tarefa. Limita a queda a < 0,5 m.
- Detenção de queda (fall arrest): sistema destinado a deter uma queda livre em andamento. Exige cálculo rigoroso da Zona Livre de Queda (ZLQ) e dispositivo absorvedor de energia.
Ponto técnico crítico
A maioria dos erros de especificação começa aqui: utilizar um sistema de posicionamento em situação que exige detenção de queda. Talabarte Y simples (sem absorvedor, sem componente retrátil) não é sistema de detenção de queda. Sua atuação numa queda livre transmite forças superiores a 15 kN ao trabalhador e ao ponto de ancoragem.
3. Quando a Linha de Ancoragem É Obrigatória
A NR-35 define como trabalho em altura qualquer atividade executada acima de 2,0 m do nível inferior, onde haja risco de queda. A partir dessa definição, o sistema de proteção contra quedas torna-se requisito normativo — não recomendação.
3.1 A Hierarquia de Proteção da NR-35
- Eliminação do risco: redesenho da tarefa para eliminar o trabalho em altura.
- Proteção coletiva: guarda-corpos, plataformas de trabalho, redes de segurança.
- Proteção individual: sistema de ancoragem com EPIs — somente quando as medidas acima são tecnicamente inviáveis ou insuficientes.
Implicação prática
A adoção direta de EPIs sem análise e justificativa das medidas coletivas constitui não conformidade com a NR-35, independentemente da qualidade do EPI utilizado. A APR deve documentar essa hierarquia.
3.2 Quando o Sistema de Ancoragem é Mandatório
| Situação | Sistema indicado | Dispositivo de conexão |
|---|---|---|
| Coberturas e telhados industriais | Linha de vida horizontal permanente | Trava-quedas retrátil ou talabarte c/ absorvedor |
| Escadas fixas verticais (H > 2m) | Linha de vida vertical — SPQ | Trava-quedas deslizante tipo fall arrester |
| Estruturas metálicas (altura variável) | Linha de vida temporária ou pontos fixos | Trava-quedas retrátil |
| Costado de tanques e vasos de pressão | Sistemas horizontal + vertical integrados | Talabarte c/ absorvedor + conector tipo O ou D |
| Plataformas suspensas (andaimes) | Linha de vida independente da plataforma | Trava-quedas retrátil — âncora na estrutura fixa |
| Espaços confinados em altura (manholes) | Tripé/monopé com linha de resgate | Guincho de 3 vias + cinturão paraquedista |
3.3 Requisitos Obrigatórios do Ponto de Ancoragem
- Capacidade mínima de 15 kN por trabalhador conectado (para sistemas de detenção de queda);
- O ponto deve estar igual ou acima do ponto de conexão ao dorso do arnês do trabalhador;
- Para linhas de vida permanentes: ART ou RRT do responsável pelo projeto e pela instalação;
- Proibição de ancoragem em tubulações de processo, equipamentos móveis ou estruturas sem avaliação de capacidade de carga.
4. Escadas Verticais Fixas: O Ponto Crítico Que a Maioria Ignora
Este é o tema que mais gera divergência entre o que as empresas praticam e o que a norma exige. A mudança é recente, mas já está em vigor.
4.1 O Que Mudou com o Anexo III da NR-35 e a NBR 14627:2024
🚨 Mudança normativa crítica
Escadas fixas verticais com lances superiores a 2,0 m exigem Sistema de Proteção Contra Quedas (SPQ). A gaiola de proteção — solução historicamente utilizada — não é reconhecida pela norma como sistema de proteção contra queda e não substitui a linha de vida vertical. Instalações que possuem apenas gaiola estão em não conformidade com a NR-35 vigente.
4.2 A Hierarquia de Acesso (Anexo III NR-35)
Antes de especificar qualquer escada fixa vertical, o Anexo III exige análise e documentação da seguinte hierarquia:
- Escada inclinada (tipo marinheiro ou de uso geral) — preferida sempre que as dimensões permitirem;
- Escada em leque ou inclinada com corrimão duplo;
- Escada vertical fixa — somente quando não for tecnicamente viável nenhuma das opções anteriores.
A escolha da escada vertical sem justificativa de inviabilidade das alternativas é passível de autuação.
4.3 Requisitos Dimensionais — NBR 14627:2024 + Anexo III NR-35
| Parâmetro | Valor normativo |
|---|---|
| Altura máxima por lance | 6,0 m |
| Altura máxima em lance único | ≤ 10,0 m |
| Espaçamento entre degraus | 250–330 mm |
| Largura mínima livre | 400 mm |
| Distância degrau–estrutura (costas) | ≥ 180 mm |
| Projeção do degrau acima da plataforma | ≥ 1.000 mm |
4.4 Por Que a Gaiola Não Protege
- A gaiola foi concebida para orientar psicologicamente o trabalhador e limitar movimentos laterais — não para deter uma queda livre;
- Em uma queda real dentro da gaiola, o trabalhador pode escorregar entre os arcos, girar e cair livremente pela escada;
- Estudos biomecânicos demonstram que a gaiola pode piorar o resultado de uma queda ao criar obstáculos que causam trauma secundário;
- A EN ISO 14122-4 já classifica a gaiola como “solução obsoleta” para alturas superiores a 3,0 m.
A solução normativa: Linha de Vida Vertical em Escada
Para escadas fixas verticais com lances superiores a 2,0 m, a solução correta é a instalação de uma linha de vida vertical — cabo de aço (tipicamente ⌀ 8–12 mm) ou trilho metálico — com dispositivo trava-quedas deslizante certificado.
- O trava-quedas deslizante conecta-se ao dorso do Cinturão de Segurança paraquedista e acompanha o movimento sem ação manual;
- Em caso de queda, o mecanismo trava automaticamente em frações de segundo;
- A âncora superior deve ter capacidade ≥ 15 kN;
- ART/RRT obrigatória para instalação e recertificação periódica.
4.5 Cabo vs. Trilho: Critérios de Seleção
| Critério | Sistema a Cabo | Sistema a Trilho |
|---|---|---|
| Custo de instalação | Menor | Maior |
| Manutenção | Inspeção de tensão periódica | Menor exigência |
| Zona Livre de Queda | Maior deflexão | Menor ZLQ |
| Frequência de uso | Uso eventual a moderado | Uso frequente |
| Custo total de propriedade | Maior (mais manutenção) | Menor no longo prazo |
5. Engenharia do Sistema: Projeto, Cálculo e Zona Livre de Queda
Um sistema de ancoragem é uma solução de engenharia estrutural, não uma compra de prateleira. A seguir, os elementos técnicos que todo profissional de segurança deve compreender para avaliar, especificar ou questionar um projeto.
5.1 Forças de Impacto
A força de impacto em um sistema de detenção de queda depende de:
- Massa do trabalhador + EPI + ferramentas — NR-35 recomenda dimensionar com ≥ 100 kg;
- Comprimento de queda livre — diretamente proporcional à força gerada;
- Eficiência do absorvedor de energia — limita a força ao corpo a ≤ 6 kN (EN 355);
- Rigidez do sistema — cabo de aço vs. corda têxtil têm impactos diferentes na força transmitida.
A norma limita a força de impacto máxima ao corpo do trabalhador em 6,0 kN (EN 361 + EN 355). Isso torna o absorvedor de energia obrigatório em qualquer sistema de detenção de queda.
5.2 Zona Livre de Queda (ZLQ)
A ZLQ é o espaço livre abaixo do trabalhador necessário para que o sistema atue e ele seja detido antes de impactar qualquer superfície. Seu cálculo é obrigatório no projeto e crítico para a escolha correta do dispositivo.
Exemplo de cálculo da ZLQ
Talabarte com absorvedor de energia (comprimento 1,5 m, extensão do absorvedor 1,75 m, dist. dorso–pé 1,40 m, margem de segurança 1,0 m):
ZLQ = 1,5 + 1,75 + 1,40 + 1,0 = 5,65 m
Com esse equipamento, o trabalhador precisa de mais de 5,6 m de espaço livre abaixo dos pés. Em estruturas de menor altura, trava-quedas retráteis com ZLQ reduzida são mandatórios.
5.3 Requisitos de Projeto para Linhas de Vida Permanentes
- ART ou RRT do engenheiro ou arquiteto responsável (obrigatório);
- Memorial de cálculo: capacidade das âncoras, ZLQ calculada, carga na catenária para sistemas horizontais;
- Especificação completa dos componentes com rastreabilidade (certificados EN/ABNT, lotes, números de série);
- Número máximo de usuários simultâneos definido no projeto;
- Plano de resgate documentado — trabalhador suspenso em um Cinturão de Segurança pode entrar em síndrome do arreio em menos de 15 minutos.
5.4 A Amplificação de Carga nas Linhas Horizontais
Um dos pontos mais ignorados em projetos de linha de vida horizontal: a catenária amplifica significativamente a força nas âncoras terminais.
- Com deflexão de 10°: força nas âncoras pode chegar a 3× a carga de impacto;
- Com deflexão de 5°: esse fator sobe para 5–6×;
- Uma estrutura dimensionada apenas para 15 kN pode ser insuficiente quando a amplificação é calculada.
A solução técnica passa por pré-tensionamento adequado do cabo, absorvedores de energia nas âncoras terminais e verificação estrutural rigorosa dos pontos de fixação.
6. Seleção de Materiais para Ambientes Industriais
A escolha do material não é estética — é determinante para a vida útil, a manutenibilidade e, em última instância, para a segurança do usuário.
6.1 Construção de Cabos de Aço
| Construção | Característica | Aplicação típica |
|---|---|---|
| 7×7 (49 fios) | Alta rigidez, resistente à abrasão | Linhas de vida verticais em escadas |
| 7×19 (133 fios) | Maior flexibilidade, percursos curvilíneos | Linhas de vida horizontais |
| 1×19 | Máxima rigidez | Sistemas de alta carga, tensionamento estrutural |
6.2 Seleção por Ambiente
| Ambiente | Material recomendado | Atenção |
|---|---|---|
| Interno seco | Aço carbono galvanizado a fogo | Inspeção anual; reposição a cada ~10 anos |
| Externo, chuva, UV | Aço inox AISI 316 (V4A) | Verificar corrosão galvânica com estruturas de carbono |
| Marítimo / offshore / costeiro | Aço inox AISI 316L | Inspeção semestral mínima; atenção a pitting |
| Petroquímica / H₂S / ácidos | Inox 316L ou ligas especiais | Consultar fabricante para compatibilidade química |
| Indústria alimentícia / farmacêutica | Aço inox 316L, acabamento sanitário | Evitar conectores com cavidades de difícil limpeza |
| Alta temperatura (> 200°C próximo) | Aço inox + hardware resistente ao calor | Poliéster perde resistência acima de 150°C; verificar absorvedores têxteis |
7. Os 7 Erros Mais Comuns na Especificação e Uso
Erro 1 — Ancoragem em estruturas não dimensionadas
Tubulações de processo, guarda-corpos de passarelas, calhas de cabos: nenhuma dessas estruturas é dimensionada para receber cargas de impacto de queda. Ancoragem em qualquer ponto não especificado no projeto do SPQ é uma não conformidade grave — e uma sentença em caso de acidente.
Erro 2 — Talabarte sem absorvedor em sistema de detenção de queda
O talabarte Y simples é sistema de posicionamento. Usado em detenção de queda, transmite entre 12 e 20 kN ao trabalhador — suficiente para causar lesão vertebral grave e colapsar ancoragens subdimensionadas. A NR-35 vigente exige absorvedor de energia em sistemas de detenção de queda.
Erro 3 — ZLQ não calculada
Especificar um trava-quedas retrátil de 6 m em uma estrutura com 4 m de altura livre é garantia de impacto no solo. O cálculo da ZLQ não é opcional — é o fundamento da seleção do dispositivo.
Erro 4 — Linha de vida horizontal sem projeto estrutural das âncoras
Dimensionar âncoras terminais com 15 kN sem considerar a amplificação pela catenária é subdimensionar o sistema. A estrutura que parece robusta pode colapsar em uma queda real.
Erro 5 — Componentes incompatíveis de fabricantes distintos
Misturar componentes de fabricantes distintos sem avaliação técnica de compatibilidade viola os requisitos de teste de sistema integral. A certificação individual de cada componente não garante o desempenho do sistema combinado.
Erro 6 — Ausência de plano de resgate
Um trabalhador detido em Cinturão de Segurança após uma queda pode entrar em síndrome do arreio em até 15 minutos — risco de morte real. Todo SPQ precisa de plano de resgate documentado, com recursos disponíveis e trabalhadores treinados para executá-lo.
Erro 7 — Inspeção apenas periódica, sem verificação pré-uso
Dano mecânico, corrosão localizada ou engripamento de trava-quedas podem ocorrer entre inspeções. A verificação antes de cada uso é parte obrigatória do procedimento operacional do SPQ.
8. Checklist Técnico: Antes da Instalação e Antes do Uso
✅ CHECKLIST A — Antes da Instalação do Sistema Permanente
- ☐ Projeto de engenharia emitido com ART/RRT de responsável técnico habilitado
- ☐ Memorial de cálculo: capacidade das âncoras, ZLQ calculada, carga na catenária (para LVH)
- ☐ Estrutura de suporte avaliada e aprovada para as cargas do SPQ
- ☐ Todos os componentes com certificados de conformidade (EN/ABNT, CA INMETRO)
- ☐ Rastreabilidade dos componentes registrada (número de série, lote, data de fabricação)
- ☐ Número máximo de usuários simultâneos definido e sinalizado
- ☐ Plano de resgate documentado e disponível no local
- ☐ Trabalhadores treinados em NR-35 para o sistema específico
- ☐ Registro fotográfico da instalação e data da próxima inspeção programada
✅ CHECKLIST B — Verificação Pré-Uso (Antes de Cada Trabalho)
- ☐ APR preenchida e assinada pelo trabalhador e supervisor
- ☐ Condições climáticas avaliadas (vento, chuva, relâmpagos)
- ☐ Cinturão de Segurança paraquedista: costuras íntegras, sem cortes, manchas químicas ou deformações
- ☐ Talabarte / trava-quedas: mosquetão trava normalmente, absorvedor sem acionamento anterior
- ☐ Linha de vida: sem fios rompidos, emendas não autorizadas ou corrosão visível
- ☐ Trava-quedas deslizante (escada): deslizamento livre, travamento testado manualmente
- ☐ ZLQ disponível verificada para o dispositivo utilizado
- ☐ Conexão ao dorso do Cinturão de Segurança (não à frente nem à lateral)
- ☐ Plano de resgate ativado: ao menos uma pessoa em solo ciente da operação
✅ CHECKLIST C — Critérios de Descarte Imediato de EPIs
- ☐ Qualquer EPI que tenha detido uma queda real (mesmo sem dano visível)
- ☐ Cinturão de Segurança ou talabarte com cortes, abrasão profunda ou manchas de ácido / solvente
- ☐ Mosquetão com mola enfraquecida ou corpo com deformação visível
- ☐ Trava-quedas retrátil com histórico de impacto ou imersão em líquido corrosivo
- ☐ Componente com data de fabricação anterior ao limite de vida útil do fabricante
- ☐ Componente sem identificação, rastreabilidade ou CA INMETRO válido
9. Conclusão: Da Conformidade à Engenharia de Segurança
Sistemas de ancoragem e linhas de vida operam na fronteira entre engenharia estrutural, normatização e cultura de segurança. Profissionais que dominam a técnica, conhecem a norma e entendem o contexto industrial onde atuam fazem escolhas que salvam vidas.
Os pontos fundamentais que este artigo consolidou:
- Sistema, não equipamento: um Cinturão de Segurança sozinho não protege. Ponto de ancoragem adequado + dispositivo correto + procedimento documentado, sim.
- A gaiola não é SPQ: instalações com escadas verticais cobertas apenas por gaiola estão em não conformidade com a NR-35 vigente.
- Projeto é obrigação: linhas de vida permanentes sem ART/RRT são ilegais e ineficazes em caso de ação judicial.
- Material importa: a seleção errada para o ambiente reduz a vida útil, aumenta o custo total e cria riscos não visíveis na inspeção visual.
- Resgate é parte do sistema: um SPQ sem plano de resgate é um sistema incompleto.
Precisa especificar ou recertificar um sistema de ancoragem?
Nossa equipe técnica apoia a especificação, dimensionamento e revisão de SPQs para o seu contexto industrial. Atendemos engenheiros, técnicos de segurança e equipes de compras de médias e grandes empresas.
Falar com um especialista CONECT →


Bom dia CONECT,
Irei compartilhar essas informações na minha empresa.
Parabéns !
Parabéns
Boa noite, trabalho na montagem e afinação de luzes de espetáculos teatrais em uma escada com 4,90m. Não temos linha de vida e a instituição não acha importante é necessário. Pergunto: de que forma posso resolver esse impasse, já que onde trabalho não tem técnico de segurança do trabalho? Existe alguma lei que me ampare? Caso não aceite trabalhar sem esse item de segurança? Obrigado
Boa noite
Existe alguma norma que sinaliza a obrigatoriedade de instalação de linha de vida em escadas marinheiro?
Olá Luciano, não existe norma brasileira vigente que obrigue a instalação de linha de vida em escadas tipo marinheiro porém caso a escada possua mais de 02 metros de altura estará caraterizado o trabalho em altura com risco de queda quando esta for utilizada por um trabalhador para se deslocar de um ponto mais baixo para um ponto mais alto. Neste caso a NR 35 no Item 35.5 e demais sub-itens, bem como em seu Anexo II, determina o seguinte: ” é obrigatória a utilização de sistema de proteção contra quedas sempre que não for possível evitar o trabalho em altura com risco de queda”. Portanto a utilização da linha de vida em escada tipo marinheiro apesar de não ser obrigatória se faz necessária e mais segura que somente a utilização de EPI (cinto de segurança com talabarte duplo para subir ou descer, por exemplo) pois trata-se de uma proteção que depende da ação do trabalhador para que seja efetiva, já a linha de vida para escada tipo marinheiro (normalmente composta por ponto de ancoragem fixo superior e inferior, cabo de aço com tensionador e absorvedor de energia integrados e trava quedas para cabo de aço conectado ao cinto de segurança) é um sistema de proteção que protege o usuário na retenção de eventual queda, independentemente da sua ação, pois ele sempre estará conectado na linha de vida, do ponto inferior até o ponto superior da escada. Espero ter esclarecido sua dúvida!
Pode usar nó profissional p amarraçao de cabo de vida p andaime suspensos?? Fazendo um ponto só de prisilha p segurança?
Bom dia, O ideal é sempre usar corda ( cabo ) de segurança kernmatle estáticas ( 12mm – 16mm de diâmetro ) com olhais pré-fabricados com sapatilha metálica e luva em alumínio prensada. O olhal é conectado um mosquetão com carga mínima de 22kn e ao ponto de ancoragem certificado.
Quantos metros cada vão de uma linha de vida horizontal
bom dia!
solicito a gentileza de me informar se posso fazer linhas de vida em pontes em construção, onde ocorrem o lançamento de lajes para formar as bases das mesmas e em passarelas.
Bom dia!
Na instalação de uma linha de vida vertical utilizada para carga e descarga de caminhão, posso deixá-la sem absorvedor de energia, sendo que faço uso do cinto de segurança sem o talabarte conectado ao trava queda retrátil, esse consegue fazer o papel de absorvedor de energia?
Olá Venilson,
Pelo seu questionamento, acredito que estamos falando de uma linha de vida horizontal de cabo de aço, não é? Neste caso os Absorvedores de Energia devem ser utilizados para proteção dos pontos de ancoragem, independente do elemento de conexão irá utilizar – como: Talabarte, Corda com Trava Quedas para Corda ou Trava Quedas Retrátil. Porem existem outras variáveis importantes que precisam ser consideradas.
A CONECT possui um Dept. de Engenharia especializado neste desenvolvimento que poderá tirar suas dúvidas e sugerir soluções. Faça um contato neste link. Ligaremos para você. Um abraço, Cesar Machado – CONECT
Bom dia,
Meu amigo eu trabalho embarcado sou Irata N3, mas foi gerado uma duvida aqui na unidade em relação a linha de vida com cabo de aço junto a seu trava queda com mosquetão e o talabarte preso no mesmo.
Então a duvida, eu posso conectar o talabarte no mosquetão do trava-queda?
Onde diz que SIM pode e tem NR pra isso?
Obrigado meu amigo pela atenção se puder me ajudar TMJ.
Att,
Patrick Silva do Nascimento.
Bom dia,
A utilização de linha de vida vertical através de cordas em andaimes suspensos (balancins) se faz necessário instalar e retirar as mesmas diariamente?
É considerado boa prática a desmontagem do sistema de proteção contra quedas ao términio da atividade. A degradação dos sistemas temporários acelera quando expostos às intempéries.
Boa tarde Equipe Conect, qual a norma que detalha sobre como deve ser as linhas de vida verticais de escadas tipo marinheiro???
Obrigado desde ja!
Componentes de linha de vida
Duvidas:
Conforme a NBR 16.325/2014 em seu anexo A determina que as revisões ou inspeções técnicas , em conformidade com as instruções dos fabricantes, devem ocorrer anualmente, independentemente do tipo de material, das especificações de vida útil estipuladas pelos fabricantes e dos processos desempenhados pelo sistema de proteção contra quedas.
Minha duvida é: Essas inspeções deverão ser feitas por um profissional habilitado (Engenheiro mecânico) e recolhido ART? Se puderem me ajudar agradeço, pois não encontrei claramente ainda
Bom dia!
Gostaria de uma informação!
No caso de Postos de Combustíveis, quando não há ponto de ancoragem, qual o procedimento que deve ser adotado para acompanhar o descarregamento do caminhão tanque?
O funcionário ancora na escada de acesso do caminhão tanque?
O funcionário ancora no guarda corpo do caminhão tanque?
Existe um talabarte que não gere descarga de energia quando está em contato com a ferragem da ancoragem? pois como estamos falando de uma área com alto risco de explosibilidade, temos que utilizar o equipamento correto!
Já fiz essa pergunta para alguns engenheiros e técnicos, mas sempre há a esquiva da resposta! Agradeço se puderem dar uma solução!
Atenciosamente,
Boa tarde?
Gostaria de uma ajuda na questão do uso correto do talabarte, ou seja qual posição vou atracar ele? se eu atracar ele deitado ele perde a resistência? aonde posso encontrar essa resposta ou norma?
Boa tarde!
Gostaria de saber se a linha de vida fixa e móvel em uma construção civil e obrigatória ou apenas uma das duas é o suficiente?
Bom dia, preciso de uma ajuda.
Tenho que mandar uma solicitação de orçamento para o dpto de compras, solicitando linha de vida vertical para escada marinheiro.
Só que preciso fundamentar esta necessidade a alguma norma sobre esta exigência, procurei nas NR’s e não encontre.
Poderiam me dizer onde tenho descrito esta obrigatoriedade?
Boa noite!
Gostaria de saber se para realizar a revisão anual da linha de vida é obrigatório abrir ART?
Bom dia Venilson, tudo bem?
Sim, para haver uma revisão anual de uma linha de vida é obrigatório a abertura de uma ART.
Tenha um excelente dia e uma ótima semana!
Marketing Conect
Certamente que sim, pois o profissional vai atestar que a mesma está em perfeito estado, outra questão é que qualquer obra ou serviço realizado por engenheiros devem ser acompanhadas de ART (legislação do CREA)
Bom dia!
Tenho uma passarela na empresa que é utilizada para fazer a contagem de botijões de gás de cima, que estão no caminhão empilhados, a mesma possui 4000 mm de altura e também guarda corpo. Neste caso é necessário ter linha de vida ou ponto de ancoragem?
conteudo magníficos de você, cara. Eu tenho consciência de suas coisas antes e você é
simplesmente maravilhoso demais. Na verdade, gosto do que você obteve
aqui, certamente como o que você está dizendo e a maneira como o está dizendo.
Você o torna agradável e ainda se preocupa em mantê-lo inteligente.
Mal posso esperar para aprender muito mais com você. Esse é realmente um site incrível.
Boa tarde. Existe Norma para uso de esticador em linha de vida? Esticador com gancho numa extremidade não é recomendado?
Boa tarde,
Se eu estou em cima de uma laje, já com as linhas de vidas passando por todas as bordada do prédio em construção, se eu tiver dentro da linha de vida é obrigatório o uso de cinto paraquedista de segurança?
Se um técnico com todos cursos de NR e a minha empresa fornecendo todos equipamentos de E’pis e ele não usar a linha de vida e cair e se machucar. Ele pode processar a empresa? Ele ganha a causa ? Eu tenho que indenizar?
Cordas de poliamida 14mm também podem ser usadas para linha de vida , ou apenas a de 12mm é indicada
Se um técnico com todos cursos de NR e a minha empresa fornecendo todos equipamentos de E’pis e ele não usar a linha de vida e cair e se machucar. Ele pode processar a empresa? Ele ganha a causa ? Eu tenho que indenizar?
Bom dia preciso de um projeto para sistema de ancoragem temporário para plantio de gramas em taludes. Se alguém tiver alguma recomendação me enviar. Obrigado (21) 9 9687-2191
Tenho duas linhas de vida paralelas, para serviço em telhado. Posso fixar outra linha de vida, perpendicular a essas duas linhas de vida existentes?