A queda nos trabalhos em altura continua a liderar o ranking de acidentes no país. Segundo dados do Ministério Público, divulgados na edição online da Revista Exame de outubro de 2016, 40% dos acidentes no país ainda ocorrem por quedas. Desta forma, requisitos mais atualizados para preservar a integridade física dos trabalhadores volta a ser debatido com mais ênfase por empresas, técnicos e MTE. Em 2015, no Distrito Federal, foram registrados 9 mortes durante as obras para a Copa do Mundo, sendo 4 delas provocadas por queda. Entre os acidentes de trabalho que mais matam na capital federal estão queda em altura, seguidos de soterramento e choque elétrico.

O número de acidentes nas alturas cresce apesar de todas as observações de segurança presente nos:

  • Centros de treinamento para capacitação e reciclagem de profissionais;
  • Catálogos de fornecedores;
  • Sistemas de gestão;
  • Normas, como a própria NR35 , que debate os requisitos mínimos para prevenção de acidentes nas alturas.

 

Quais as razões para o aumento dos acidentes provocados por quedas?

Grande parte desses acidentes está relacionado à aplicação incorreta de determinada metodologia ou no uso incorreto do EPI. Mais essas não são os únicos motivos. Podemos citar ainda a ausência de proteções coletivas, bem como procedimentos que visem a eliminação do perigo e até a capacitação e treinamento dos trabalhadores envolvidos na atividade. Nesta série especial sobre a importância do uso e do uso correto dos EPIs, vamos salientar alguns aspectos da aplicação destes equipamentos quando usados de modo combinado. Vamos analisar a utilização dos equipamentos, principalmente, nas linhas de vida verticais em escadas, estruturas e andaimes móveis. Por último, trataremos das mudanças na legislação que trouxeram mais qualidade aos testes e segurança dos equipamentos.

Até o próximo post!

 

Renato Leal Crusius                    

Engº Eletricista, da Qualidade e de Segurança do Trabalho.

 

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