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          NR-35 Trabalho em Altura

          Trabalho em altura: como garantir a segurança do trabalhador

          Posted on 14 de março de 201814 de março de 2018 by Equipe CONECT

          A segurança do trabalho é um assunto muito sério. Entretanto, muitas empresas não utilizam estratégias eficientes para combater os riscos laborais. Segundo a Previdência Social e o Ministério do Trabalho, o Brasil é o quarto país com o maior número de acidentes de trabalho.

          Desde 2012, foram gastos R$ 22 bilhões com afastamentos e tratamentos. Esse valor poderia ter sido investido em melhorias e outras questões fundamentais para o desempenho das empresas.

          Dessa maneira, é essencial adotar práticas e equipamentos seguros em sua rotina de trabalho — principalmente quando se trata do trabalho em altura. Alguns setores, como a indústria, oferecem riscos e perigos maiores aos seus colaboradores. Por isso, todo cuidado é necessário.

          Pensando nisso, este post vai tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto. Explicamos conceitos, afirmamos a importância das normas, dizemos quais são os papéis da empresa e do funcionário e como é possível garantir a segurança em sua gestão. Confira.

          O que é a NR 35?

          A Norma Regulamentadora 35, NR 35, é um documento que aborda os requisitos mínimos para a segurança, considerando qualquer atividade realizada acima de 2,0 metros do nível inferior.

          Ela é muito importante porque essas situações oferecem riscos de queda. O simples fato de subir em andaimes e escadas ou escalar estruturas já caracteriza esse tipo de atividade.

          Além de conhecer as técnicas mais eficientes sobre a sua área de atuação, o profissional, também, deve estar apto psicossocialmente. Em outras palavras, não basta apenas aplicar os conceitos teóricos de segurança, é necessário ter condições físicas e psicológicas para desempenhar as suas funções.

          Entenda melhor com o seguinte exemplo: uma pessoa passou por um plantão repentino de trabalho. Após terminá-lo, ela seria capaz de executar mais uma jornada de trabalho em altura? Pois então, diversos fatores mentais e emocionais podem afetar a produtividade desse trabalhador, o que coloca em risco a sua segurança.

          Nessas horas, a atuação de médicos, enfermeiros e outros profissionais de segurança do trabalho é essencial. São eles que determinam quando cada funcionário está apto ou não. Com isso, a avaliação psicossocial vem ganhando mais espaço e uso no mercado.

          Quais são as obrigações dos empregadores e funcionários?

          O sucesso de uma empresa só é alcançado quando todos atuam em conjunto, seguindo os mesmos objetivos. O papel de um técnico ou engenheiro de segurança do trabalho é fundamental, porém você precisa da ajuda de diversos outros profissionais em sua rotina.

          De acordo com a NR 35, o empregador deve seguir algumas premissas:

          • implementar medidas de proteção de acordo com os critérios normativos;
          • realizar análise preliminar de riscos e aplicar a Permissão de Trabalho, quando necessário;
          • fornecer informações atualizadas aos trabalhadores sobre os perigos laborais;
          • não permitir que o trabalho em altura seja iniciado antes da verificação dos riscos existentes;
          • oferecer equipamentos de segurança individual e coletiva gratuitamente;
          • organizar corretamente todos os documentos exigidos;
          • garantir que o trabalho em altura seja realizado sob supervisão.

          Além disso, ela também aponta as obrigações dos funcionários:

          • cumprir as ordens e regulamentos estipulados pela empresa;
          • propor ideias e colaborar para a melhoria do ambiente de trabalho;
          • promover e assegurar a saúde e o bem-estar de outros trabalhadores;
          • interromper os serviços, com direito de recusa, quando existirem evidências eminentes de riscos para a sua segurança.

          Percebe-se, então, que todos os envolvidos são responsáveis pela boa performance de uma atividade ou tarefa em altura não apenas os profissionais de segurança do trabalho.

          Por que os EPIs são importantes?

          O uso de equipamentos de segurança individual (EPIs) auxilia a realização de várias atividades nas indústrias. Em alguns casos, não é possível executá-las sem a utilização de um determinado EPI. Portanto, você deve conhecê-los e saber em quais situações eles são aplicáveis.

          Cada atividade demanda cuidados especiais portanto existem vários EPIs adequados a estes cuidados. De qualquer forma, você precisa respeitar as suas características e as recomendações dos fabricantes.

          O cinto de segurança tipo paraquedista ajuda a reduzir os riscos de queda, pois faz com que o usuário tenha a força de uma eventual queda distribuída com o menor impacto em seu corpo. Esse modelo leva o nome de paraquedista porque é parecido com o equipamento utilizado pelos praticantes do salto de paraquedas.

          O trava queda age em conjunto com o EPI anterior. Ele atua como uma presilha travadora, funcionando com uma função similar a de um cinto de segurança de veículos convencionais. Quando um trabalhador sofre uma queda repentina, esse equipamento entra em ação e evita maiores problemas.

          O capacete com jugular não pode ser esquecido também. Ele protege a cabeça dos funcionários e tem uma fita que passa por debaixo do queixo.

          Quais são as melhores práticas de segurança do trabalho em altura?

          Provavelmente, você já está pensando nas melhores técnicas para promover o trabalho em altura seguro, certo? Pois bem, reunimos com as condutas mais indicadas. Veja-as abaixo:

          Realize treinamentos

          Essa dica parece óbvia, mas ela é extremamente necessária. Os cursos de capacitação são as únicas formas para transmitir o conhecimento e as determinações normativas. O trabalho em altura só é eficiente e seguro quando o colaborador conhece os riscos e domina técnicas. A preparação deve ser teórica e prática, com duração mínima de oito horas.

          Faça questão de abordar condutas em situações emergenciais e os acidentes mais comuns com essas atividades.

          Acompanhe a saúde da equipe

          A contração de um novo membro para o time passa por diversas etapas, e uma delas é o acompanhamento médico. É necessário comprovar as aptidões física e psicológica do colaborador para a realização de suas funções. A NR 35 exige a avaliação periódica do estado de saúde de todos que realizam o trabalho em altura.

          Assim você pode evitar situações indesejáveis ao descobrir sintomas de patologias ou condições psicossociais que causariam problemas com antecedência.

          Análise de riscos

          Esse é um dos documentos mais importantes para a indústria. A análise de risco, como o próprio nome diz, informa os perigos inerentes a cada serviço laboral. Quem conhece os riscos consegue criar medidas e planejar uso correto dos sistemas operacionais da indústria.

          Dessa forma, considere:

          • sinalizar o entorno do ambiente;
          • estabelecer pontos de ancoragem;
          • planejar situações de emergência;
          • criar sistemas de comunicação e supervisão rápidos e eficientes.

          Utilize bons equipamentos de segurança

          Utilizar EPIs de boa procedência no mercado é uma medida imprescindível. Desse modo, encontre um fornecedor que tem destaque no setor de segurança do trabalho. Procure um parceiro que disponibiliza um grupo de técnicos e engenheiros capazes para ajudá-lo a desenvolver soluções adequadas as suas necessidades.

          E então, ainda tem alguma dúvida sobre a relevância da segurança do trabalho em altura e como ele deve ser realizado? Agora, compartilhe este conteúdo com seus amigos e faça com que mais pessoas também aprendam sobre o assunto!

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